A sensação musical da internet recebeu a equipe de O Cretino Lima em sua residência semana passada. Por email, é claro.
O Cretino: Como você se sente sabendo que mais de 117 mil pessoas já vir
am seu video "O amor está no ar" no youtube?
C.: Durante um tempo, você sumiu dos holofotes por causa da gravidez. Como é ser mãe e ser estrela?
M.:

C.: Madonna e Bjork aparecem como referência freqüente nos seus vídeos e nas suas músicas. O que você acha do trabalho delas? Quem mais você admira?
C.: É verdade que você teve aulas de canto com Jennifer Lopez?
M.: Não fode.
C.: Seu mais recente single, "Além do arco-iris", é uma balada dor-de-cotovelo. Sobre quem exatamente ela fala?O que aconteceu para você criar esta canção que é uma das
mais belas de toda sua carreira?
C.: Na capa do single "Uma garota do cacete", você aparece de cinta-ligas junto a homens sem camisa. Como foi este ensaio?
M.: Na verdade, a foto foi pra capa da Rolling Stone. Os homens não estavam lá. E eu não quero imaginar como seria se eles estivessem (risos).
C.: Além da sensualidade, temas religiosos aparecem em vários de seus trabalhos. Você inclusive gravou a comovente "Oração à cabocla". Por que esses temas tão controversos? Qual seu caboclo?
M.: Bom, eu não escolho falar de sexo ou religião por serem temas controversos. Simplesmente são coisas naturais, que fazem parte da nossa vida. Assim como amor, rejeição, família, maternidade ou qualquer outra coisa. Eu tenho que ser honesta no meu trabalho. E qual o meu caboclo? Meu caboclo é o Brasil.
C.: Como é ser uma diva?
M.:Eu não sei gosto de ser chamada assim. O que é uma diva? Eu sempre imagino uma cantora que usa vestidos ridículos, tem um vozeirão irritante e canta as mesmas músicas chatas o tempo todo. Eu não sou isso.
C.: O que dá mais trabalho: limpar casa ou gravar um disco?
M.: Dar entrevistas.
C.: Você já tem 7 discos lançados e acumulou vários hits ao longo dos anos. Não há nenhuma possibilidade de você sair em turnê? Pelo menos um pocket show?
M.: Eu não posso dizer que nunca vou me apresentar ao vivo, mas não está nos meus planos. É algo muito sério e tem muito o que levar em conta, toda uma estrutura. E se eu for me apresentar ao vivo um dia, não quero que seja qualquer coisa. Tem que ser grande.
Correm boatos de você está cogitada para o remake de Cinderela Baiana, blockbuster brasileira estrelado por Carla Perez. O que você tem a dizer sobre isso?
Eu não tenho tanta sorte.
## O homem por trás da diva ##
Assim como outras celebridades, Marli não se tornou o sucesso que é sozinha. A ajuda não veio de nenhum dono de gravadora ou empresário e sim de seu patrão. Marli, a empregada doméstica, encontrou em seu patrão Antonio a chance de ser Marli, a estrela.
Cretino: De onde veio a idéia de tornar a empregada de sua casa em uma estrela?
Antônio: A idéia não era torná-la uma estrela. Quando começamos a gravar, a diversão era só entre nós dois e as pessoas mais próximas. O resto simplesmente aconteceu, depois que eu decidi disponibilizar algumas músicas na Internet. Um público pequeno se formou e foi crescendo aos poucos. Deu no que deu.
C.: Como é o processo de composição das canções? Os sons são criados por quem? E as letras? Marli participa somente do vocal?
A.: O processo é sempre diferente. Nos primeiros álbuns, a coisa era mais despretensiosa e eu não tinha muitos recursos, então eu basicamente transformava midis já prontos. Misturava as pistas, fazia novas estruturas, mudava os instrumentos. Ou então não mexia em nada, e as músicas acabavam sendo versões de ritmos prontos, mas não necessariamente covers. Mas essas são poucas. A partir do “Colostro”, a produção passou a ser inteiramente minha mesmo, com raras exceções. Eu tenho um teclado ligado ao PC, e daí sai praticamente tudo. Pro “Céu de Anastácia”, usava quatro ou cinco softwares diferentes, cada um pra uma etapa diferente da produção. Quanto às letras, são todas escritas por mim. Apenas “Pirulito” foi escrita inteiramente por Marli, e algumas outras que contém vocais improvisados, como “Vai pro Inferno” e “História de Ninar”. Mas eu sempre me inspiro em coisas que ela diz, e durante a gravação, ela sempre acaba mudando um verso ou outro. Por isso eu sempre credito as letras a nós dois.
C.: Como você cria os conceitos para os vídeos?
A.: É um processo semelhante ao da criação das músicas. Em primeiro lugar, o vídeo tem que transmitir em imagens a mensagem da música. Geralmente, eu esboço um roteiro quando o conceito é mais elaborado em termos de narrativa, como em “Bertulina” e “O Amor Está No Ar”. Mas nós acabamos improvisando bastante. “Linha Direta”, por exemplo, foi todo concebido já na edição. No fim das contas, o resultado é sempre uma surpresa.
C.: Uma banda do cenário indie de Portugal apresentou uma música de Marli, "Linha Direta", em um festival. Porque você acha que Marli se tornou referência?
Eu não sei, você me diz, rs.
C.: Você acha que se Marli tivesse uma produção mais requintada, ela teria a popularidade que tem?
A.: Eu acho que o negócio funciona porque nós trabalhamos em conjunto. Eu tenho consciência de que fazemos algo diferente. Se eu digo, “Olha, vou chamar a empregada da minha casa pra gravar músicas”, as pessoas esperam que saia algo gratuitamente engraçado, vulgar ou algo assim. Eu poderia chamar a Marli pra cantar o que a Tati Quebra-Barraco canta, ou transformá-la numa musa do brega. Isso sim seria ridículo. Do mesmo jeito que seria se tivéssemos as limitações de uma gravadora tradicional, se é que existe essa possibilidade. Acho que o segredo é a combinação dos elementos. Todo o processo de criação é algo lúdico, e acho que isso é o mais difícil de assimilar pra quem não conhece. As músicas que eu crio não fariam sucesso sem as letras, que por sua vez não teriam o mesmo sentido sem a interpretação e a personalidade da Marli impressas. E acima de tudo, é um trabalho espontâneo. Eu posso fazer o que bem entender. E a Marli não está ali forçando um sotaque, pronunciando errado de propósito ou se esforçando pra ser engraçada. É algo natural dela. E eu não vejo a coisa funcionando de outra forma. Talvez isso responda também à pergunta anterior.







3 comentários:
show show muuuuuuuuuuuuito show
cada dia mais eu me torno um fã
\^_^/
Rapariga do cão, merece a fogueira no rabo de largatixa dela
vagabunda dos demônios ¬¬
HAUAHAUAHAUIAHAU ...
Remake da Cinderela Baiana " eu não tenho tanto sorte", HAUAHAUAHAU ...
"A" Entrevista do Ano ... fora o requinte e a ténica de voz da música "Além do Arco-Íris que coloca Elis Regina e Aretha Franklin no chinelo !!!
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